Student Housing no Brasil: repúblicas estudantis como investimento imobiliário!





Casas com 12 homens que não lavam, não passam, não cozinham e apenas fazem festas e churrascos intermináveis. Esse é local onde muitos jovens brasileiros passam seus 4, 5 ou mais anos quando estudam fora de casa. Uma tendência de mudança ameaça de extinção as famosas repúblicas de cidades universitárias oferecendo moradias em empreendimentos imobiliários altamente lucrativos.

Não, não são aqueles kitnets com acabamento precário que você negocia diretamente com os donos aposentados que os construíram para reforçar a renda.

O conceito de Student Housing (moradia estudantil, numa tradução do inglês) já mudou esse cenário nos EUA e Europa há muito tempo e hoje existe um mercado imenso de propriedades para locação focados em estudantes. São imóveis com gestão profissional e com infraestrutura completa de qualidade. Essas residências possuem ambientes super modernos oferecendo vários “mimos” como internet de alta velocidade, piscinas, salas de jogos, academias, copas, lavanderias e é claro, quartos individuais ou compartilhados confortáveis e mobiliados para os estudantes. Além de tudo, outros itens fundamentais que caracterizam esses imóveis são a segurança 24h (com controle de acesso) e a proximidade do campus.

Pure Student Living: Unidade Highbury – Fotos da fachada e amenidades interiores retiradas do site da empresa. (http://purestudentliving.com/our-properties/highbury)

pure highbury exterior

pure highbury interior

Esses alojamentos universitários internacionais oferecem instalações customizadas explorando as necessidades dos hóspedes e entregando soluções adequadas para o ambiente de estudo de públicos bastante específicos como:

  • Estudantes universitários;
  • Estudantes graduados;
  • Candidatos de MBA;
  • Pesquisadores e estudantes de pós-graduação;
  • Professores;
  • Funcionários de universidades.

Cada tipo de hóspede tem seus anseios e desejos característicos e merecem projetos que atendam essas expectativas. Enquanto estudantes de graduação valorizam o convívio social em áreas comuns como lanchonete e academia, pesquisadores querem mais privacidade, tranquilidade e customização. Imagine um candidato a um doutorado prestes a defender sua tese dividindo um quarto ou sendo vizinho de um estudante do primeiro ano que vive tomando todas porque acabou de fazer 18 anos. É claro que não vai dar certo: públicos diferentes, produtos diferentes.

Vale a pena investir nesse setor ?

O setor imobiliário de Student Housing é tão desenvolvido no hemisfério norte que é considerado uma classe de ativos de base imobiliária de alto retorno, grande volume de transações, elevada ocupação e baixa vulnerabilidade à oscilações econômicas. Esses fatores incentivam muitos investidores a desenvolver propriedades com esse formato, próximo de universidades, e colocá-las para locação.

Marketing e Branding (nome da marca) são aspectos fortemente perseguidos por empresas internacionais do setor. Suas marcas são sinônimos de conforto e segurança, o que deixa parentes tranquilos e os faz ter a certeza que o custo para que seus filhos se hospedem nessas residências se transforme em investimento.

“Os pais são os verdadeiros clientes desse negócio.”

Americam Campus Communities

American-Campus-Communities

Nos EUA existem as maiores empresas do mundo neste setor, podemos citar a Americam Campus Communities (www.americancampus.com) que conta com impressionantes números de 100.000 (cem mil !!!) leitos distribuídos em 164 imóveis próprios (uma média de 610 leitos/propriedade). Além desses, outros 39 imóveis de terceiros são operados pela ACC, somando mais 30 mil camas ao portfólio. (Dados de 31 de março de 2015)

É comum que empresas como estas tenham suas ações negociadas em bolsa de valores. Elas constituem REITS (Real Estate Investment Trusts) que funcionam como os FIIs brasileiros (Fundos de Investimento Imobiliários).

Fica a pergunta: em qual momento essas residências estudantis modernas chegarão ao Brasil?

Aqui ainda são comuns produtos substitutos como:

  • Casas alugadas: são as repúblicas convencionais, onde alunos se organizam em grupos de 4 a 10 pessoas para locar um imóvel. As casas são amplas e tem seus quartos e banheiros compartilhados. Nelas são comuns festas e churrascos;
  • Kitnets alugados: essa é a forma que mais se assemelha ao student housing internacional do ponto de vista de investimento imobiliário, porém as versões brasileiras contam com pouca especificidade no projeto, prevalecendo o amadorismo tanto na administração como nos detalhes dos acabamentos do produto;
  • Apartamentos alugados: ficam em prédios residenciais comuns e são procurados por alunos que buscam mais tranquilidade, organização e segurança. Esse formato de moradia tem custo mais elevado para alunos pois muitas vezes é rateado em poucas pessoas (2 ou 3);
  • Hotéis: esse tipo de hospedagem normalmente é procurado por estudantes de primeiro ano que ainda não conheceram colegas ou ainda por profissionais como professores que não precisam viver na cidade onde lecionam;
  • Residências Estudantis (dentro da universidade): são moradias das universidades que em geral são antigas, carecem de manutenção e as poucas vagas existentes são priorizadas à pessoas em condição sócio-econômica desfavorável.

Do nosso jeito tupiniquim o conceito de Student Housing está chegando ao Brasil. Algumas cidades tradicionalmente estudantis do interior do estado de São Paulo como São Carlos e Campinas já contam com um movimento de empreendedores no desenvolvimento de imóveis com várias características dos empreendimentos americanos e europeus. As instalações desenvolvidas aqui ainda estão aquém das que podemos encontrar fora do país, mas mesmo que ainda “engatinhando”, verifica-se que felizmente, o mercado profissional de locação brasileiro já encontrou um novo nicho. Não nos surpreenderá se em breve grandes investidores institucionais também observem e comecem a explorar comercialmente esse potencial.

Esperamos que tenha gostado do artigo e entendido um pouco mais sobre o setor de moradias estudantis. Continue aprendendo com a gente clicando aqui!

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